Pra ser sincera
"Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos"
Engenheiros do Hawaii
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos"
Engenheiros do Hawaii
Encantamento não é paixão, mas faz estrago do mesmo jeito.
Dias atrás imaginei como seria se. Parei a frase – e o pensamento – aí. Não sou mulher de suposições e, sinceramente, nunca gostei do talvez. Sempre preferi a certeza do não mesmo quando quis o sim. Será que afirmativas existem pra nós dois?
Sou pilota de fuga, embora não tão forte quanto todos pensam – e pintam. Dizem que a força vem da fraqueza, venho aprendendo essa lição desde setembro, que, aliás, sempre foi extremamente complicado pra mim. Uma mistura de inferno astral com irritação, vai saber. Ou sou mesmo intensa, com unhas longas que facilmente atingiriam tua jugular de vez em quando.
De nós, ninguém nunca soube. Tenho de manter atitudes firmes, independentes e totalmente avessas a romantismo representado nas minhas flores favoritas, mas... uma música, um buquê, uma palavra, um carinho, um jantar que virou incontáveis cafés da manhã e foi aí que.
Sou tranquila o suficiente para degustar a existência calmamente, só não tenho tempo para esperar o momento certo de engolir. Alguém já te disse que a vida é agora? Nunca te pedi nada além de respeito, você escolheu me dedicar mais: atenção, cafuné, umas do Engenheiros e tantos beijos que me deixaram sem ar, sem fôlego, sem chão, sem forças. De gosto você entende, mas tua ruminação mental não me interessa.
Dias atrás imaginei como seria se. Parei a frase – e o pensamento – aí. Não sou mulher de suposições e, sinceramente, nunca gostei do talvez. Sempre preferi a certeza do não mesmo quando quis o sim. Será que afirmativas existem pra nós dois?
Sou pilota de fuga, embora não tão forte quanto todos pensam – e pintam. Dizem que a força vem da fraqueza, venho aprendendo essa lição desde setembro, que, aliás, sempre foi extremamente complicado pra mim. Uma mistura de inferno astral com irritação, vai saber. Ou sou mesmo intensa, com unhas longas que facilmente atingiriam tua jugular de vez em quando.
De nós, ninguém nunca soube. Tenho de manter atitudes firmes, independentes e totalmente avessas a romantismo representado nas minhas flores favoritas, mas... uma música, um buquê, uma palavra, um carinho, um jantar que virou incontáveis cafés da manhã e foi aí que.
Sou tranquila o suficiente para degustar a existência calmamente, só não tenho tempo para esperar o momento certo de engolir. Alguém já te disse que a vida é agora? Nunca te pedi nada além de respeito, você escolheu me dedicar mais: atenção, cafuné, umas do Engenheiros e tantos beijos que me deixaram sem ar, sem fôlego, sem chão, sem forças. De gosto você entende, mas tua ruminação mental não me interessa.
À frente de toda a minha postura há o fato de que sou – muito – mulher e você é homem. Não seja só mais um quando pode ser o único. Será que você é mesmo um moleque e eu não percebi? Se, de repente, me descobrisse tão ingênua assim, acho que arrancaria esses olhos que me despem em público.
Não me faça pagar pelo que aconteceu e te fez mal. Não deixe que o nosso presente conturbado interfira num futuro possível. Não me prive de partilhar o teu riso porque você tem medo de chorar depois. Não deixe de se abrir comigo, não minta, não fique calado porque você tem o dom incrível de me deixar louca quando fica quieto. Eu quero atitude, novidade, intensidade, quero você comigo. Não seja idiota, não deixe que as tentativas se percam, não deixe isso virar poeira, não deixe o que somos virar nada.
Você não admite, mas também foge: do teu passado conturbado, dos teus problemas, do mundo, das contrapartidas. Mas tua maior fuga tem o meu nome porque no fundo, aí dentro, você sabe que ninguém consegue se esconder por muito tempo de uma energia maior, seja qual for. Nossa diferença é que, apesar de tentar controlar e organizar tudo, na vida você ocupa o banco do carona – é preciso dar a partida, virginiano.
Tua covardia repele começos e meios, eu sou feita de crimes perfeitos. Fins (in)justificáveis: nossa história acaba aqui, sem suspeitos.

3 comentários:
o medo de amar, é o medo de ser livre, já dizia beto guedes.
Voce escreve muito bem, adorei o blog.
Esse texto nos diz que ainda não amadureceu totalmente, e como eu ainda buscar algo mais.
Realmente, encantamento faz o mesmo estrago.
Me identifiquei com esse texto, e acho que por mais que todos se dizem forte ainda tem esse medo, de ser vulneráveis demais mesmo se mostrando "durões".
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