10 dezembro 2006

Comigo

Eu, perdendo o senso e o corpo, levantei devagar as mãos como que para encontrar o lençol branco manchado de vontade. Era sensação demais e alguém de menos.
Eu, tentando disfarçar o rosto cheio de marcas do minuto anterior. Tentativa frustrada de parecer o que não éramos.
Fui até o espelho, imagem refletida do pseudo-sono que, de sono, ah! Só as quatro letras.
Coisas que eu quis escrever na fumaça do banho, com a boca. Coisas que escrevi sem sono nesses dias de quatro (letras) com você.

Fragmentos. In-sanidade voraz e contínua que continua, e continua, e continua,
nua...
Descobertas. Im-perfeição encontrada em mim, e só,
a sós...

E as quatro letras, estas são, definitivamente, (não) pensar mais em você.
Sono a mais para noites a menos.

Um comentário:

ju docinha proce disse...

ain que tenho um orgulho e uma densidade de amor tão grande por você.


"nesses dias de quatro (letras) com você."


o chuchu, que você entra em mim com essas palavras todas.

te amo!

(f) :)